Não amo só o teu riso fácil,
em manhã de Sol na praia,
aprendi a amar tua ausência de humor em noite de transito e chuva, quando liga só para reclamar.
Não amo só teu jeito de me abraçar quando choro,
nem o de me ligar de manhã, todo dia,
me preparando para o resto
Aprendi a amar tua raiva quando faço bobagem e briga comigo com fúria paternal. E amo mais ainda porque não demora nada a voltar e dizer que foi muito duro.
O amo porque contigo aprendi a gritar quando alguém me fere.
E o amo porque aprendeu comigo a rir dos piores momentos, mesmo os fatais.
Com você pude ser eu, um eu que não conhecia, mais áspero, mais tóxico
E comigo, aprendeu a mostrar em você, alguém que já estava ai, mas não deixava vir à tona, tão doce , tão cuidadoso...
O que ganhamos somados, foi tanto e tão bom que não dá mais para dividir
Não amo só os momentos em que me trata como o centro do seu mundo. E me paparica como uma jóia, Amo também que perceba que ate ao teu lado, às vezes preciso estar só comigo e com as coisas que estão cá dentro.
E você prepara meu café e quando menos espero, no meio de uma crise financeira, de um colapso profissional, telefona só para dizer que me ama, ou para agradecer.
O amor que lhe tenho baby, não é só de teu lado bom, é de todos os teus lados, pois descobri que amo mesmo é a tua singularidade, e a pluralidade imensa desse teu jeito.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
.............................Marasmo............................
O pássaro cantando na varanda
inquieta minha alma
e alegra meu olhar
o dia nublado e sem sombras é delicioso
como o gosto do gosto de tuas palavras
que tanto gosto de sentir
há crianças brincando nas ruas
e quase posso pensar que não vivo em São Paulo
estou agora num recôncavo de Minas
na esquina de minha casa
Minas é aqui
e seus transeuntes sem pressa
lembram Uma Cidadezinha Qualquer
o tempo parou dentro de meu olhar
tudo parou de repente
e este marasmo todo
adicionado ao canto do pássaro
faz com que eu lembre
o quanto escrava do tempo sou...
...................Pra Esquecer.......................
Queria sair,
esquecer o celular
esquecer o teu olhar
esquecer de querer lhe falar
Queria não passar por acaso em teu bairro,
todo dia
Nem me arrepender de por acaso querer te ver
o dia todo
Queria esquecer que se fundiu em meu corpo
Por anos a fio que fundidos ficamos
E que teu cheiro ficou aqui, em meu pescoço
em minha anca quente
Como esqueço nossas milhares de horas de conversa
na mesa dos bares?
E os trilhões de litros que nelas consumimos?
Queria esquecer que foi meu maior amigo
meu melhor amante
meu único amor...
Mas baby, amanhã eu vou tentar
eu juro que sim, que vou:
Me esquecer de passar em teu bairro esperando ver
tuas coloridas camisetas,
de longe...
E vou esquecer , sei que vou,
esquecer o celular
esquecer o teu olhar
uecer de querer lhe falar.
08 de abril de 2006
esquecer o celular
esquecer o teu olhar
esquecer de querer lhe falar
Queria não passar por acaso em teu bairro,
todo dia
Nem me arrepender de por acaso querer te ver
o dia todo
Queria esquecer que se fundiu em meu corpo
Por anos a fio que fundidos ficamos
E que teu cheiro ficou aqui, em meu pescoço
em minha anca quente
Como esqueço nossas milhares de horas de conversa
na mesa dos bares?
E os trilhões de litros que nelas consumimos?
Queria esquecer que foi meu maior amigo
meu melhor amante
meu único amor...
Mas baby, amanhã eu vou tentar
eu juro que sim, que vou:
Me esquecer de passar em teu bairro esperando ver
tuas coloridas camisetas,
de longe...
E vou esquecer , sei que vou,
esquecer o celular
esquecer o teu olhar
uecer de querer lhe falar.
08 de abril de 2006
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Sobre Ser Amigo.
O maior exemplo de amizade que tive, foi minha Mãe.
Que era amiga de fato:
Dos outros, do mundo, e de si mesma ...
Dos outros, do mundo, e de si mesma ...
Minha mãe tinha uns aromas mornos de sabonete que ficavam com ela por todo o dia.
E nós nos abraçávamos sempre, sempre
Eu a beijava com beijos muito estalados,
a menor menção de afastamento:
Quando ia a escola, ao trabalho, à esquina...
Quando simplesmente ia ficar só num canto qualquer da casa, e voltava a beijá-la ao retornar.
Ficávamos no colo uma da outra, e ríamos alto, muito alto, de tudo o que não sei mais rir...
E às vezes quando eu sentia dor, deitava a cabeça em seu colo e dizia que queria voltar ao útero, que estava cansada e tal...
E ríamos mais ainda dessa impossibilidade...
Às vezes ainda acordo aos sábados, e sinto o cheiro de bolo com essência de laranjas Que invadia a casa nestas manhãs, abraço os travesseiros e é quase bom...Só não é real.
O dia em que me disseram que ela ia morrer, foi quando abracei meu pai a única vez em que isso aconteceu em minha vida.
E minhas irmãs por uma das duas ou três em que o fiz.
Éramos uma família bastante atípica. Atípica e findante.
Não há abraços por aqui, nem beijos festivos de bom dia... Aqui não há Natal, aniversário... Ou almoço de Ação de Graças...E isso nem chega a ser triste, só é estranho. Estar só é estranho.
Talvez isso explique porque meus amigos são tão importantes, e porque me preocupo tanto com o que sentem e pensam.
Talvez não...
Talvez não...
Amizade, para mim, é um vínculo mais forte que os laços familiares. Isso porque a única família que realmente tive, foi também a melhor e mais fantástica amiga que poderia desejar.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Menino Alado
A mãe o deixava em nossa casa,
Todo sábado, as dez e meia,
E ia a feira apressada,
As dez e meia, todos os sábados.
Nunca chorou aqui.
Ficava sob a árvore, no quintal
Batendo os pezinhos e bracinhos suspensos,
Sentado em seu carrinho azul...
E ria, como ria...
Para nós, de nós, nem sei...
Balançava-se tanto de alegria
Quer parecia querer voar
E quando ia, entre beijos e frutas
Chacoalhava a mãozinha e sorria, como que dizendo:
-Logo volto, logo é sábado!
Um dia, não veio mais
Foi longe, morar em Minas
Estava maiorzinho já
E vinha às vezes visitar a cidade
Os parentes todos, e a nós também
Continuava inquieto e lindo
Sorrindo a cada um de nossos gestos...
Em uma destas visitas
Na volta já, a Uberlândia
O carro não percebeu a curva na estrada
Estrondo!
Grito!
Dor!
Ele rompeu a janela do carro
Bateu no asfalto e, instantaneamente
Balançou os bracinhos, as perninhas
E alado, foi embora...
Colorido, e alegre...
TEMPO
As falenas e coccinelas batem em tua janela
Insistem... Insistem!
Imploram por teu olhar azul
Noctambulo, você nem se move
Percorro, como louca teu estúdio empoeirado:
vasculho quadros, tintas, tudo!
Procuro qualquer coisa que o tire da catatonia
Quando foi que roubaram tuas cores?
Quando, que não percebi?
As primaveras foram se sucedendo,
e não percebi, que apenas tua alma é pueril
Eu olhava em tua face avermelhada e
teus ares soltavam lufadas de Sol em meu rosto, em minha vida
Você me recebia com teus braços longos, abertos, tão abertos.
Cheirando a tinta, terra e flores.
Dançávamos, com Estela na varanda
E riamos, como riamos
Dos outros, de teus sapatos, de nós mesmos
E você fazia tantas coisas ao mesmo tempo!
Com tamanha fé e energia!
Como eu poderia imaginar?
Como saber que você envelheceria um dia?
Que poderia padecer como um qualquer?
Por que fingiu ser indestrutível?
Por que rodopiou comigo no jardim até um dia destes?
Agora, nem se move...
Teu corpo sobre a cama, é vazio
Os coiotes levaram para longe teu espírito...
tuas cores estapafúrdias
As falenas dançam para ti, agora em réquiem
E Vincenzo, você nem vê...
domingo, 20 de setembro de 2009
Cactos
Não sei falar,
de cactos e flores
e das cousas todas
que brotam cá dentro
sei falar de melancolia
ilusões e cousas tortas
de teus humores exaustos
de minhas dores impróprias
não sei falar,
de amores e skates
de beijos e taras
Nem de tua íris solta
sei falar de agonia
ilusões e cores mortas
de teus trejeitos intactos
de minhas cores amorfas
Sei falar do fogo que me ateou
Dos desejos amorais e belos
Que desperta com teu cheiro
Do rastro molhado que tua língua
deixa em minhas ancas, em meu corpo todo
Falo desta loucura que me invade
Dos gritos soturnos por tua boca candente.
Enquanto desperta, espero teu beijo.
Não sei falar de moda e times
Conceitos e prosas
Sobre tuas gírias parcas
Ou de minhas falas mortas
Sei falar de nostalgia
Aflições e outras troças
De teus sentidos exaustos
De nossas crises hipócritas.
Não sei falar
De sonhos e cores
humores e sortes
Ou de teus sentidos dóceis
Sei falar de rebeldia
Discussões e pouca sorte
De meus apelos incautos
De tuas falas tão torpes
Não devo, ou quero falar
De ética e fórmulas
Negligencia ou teus crimes
Quero só que da boca toda saiam
Lufadas de esplendido prazer
Que chispem tua pele intumescida
Num raio de concupiscência
Que de tuas mãos insurjam apenas
Gestos estreitos e desbocados
Sem nenhuma lógica,
Sem nenhuma métrica
Sem rima, enigma
Sem som, ou apego...
Só sensações, que desdirei
Não sei falar,
Um amor de mentira
Uma vida perfeita
Ou um riso aleivoso
Falo de nossos momentos
Nossas solidões inóspitas
Destes ares putrefatos
De minhas presas expostas
E todo o mais, sobre o que sei falar...calo...
Não sei falar,
de cactos e flores
e das cousas todas
que brotam cá dentro
sei falar de melancolia
ilusões e cousas tortas
de teus humores exaustos
de minhas dores impróprias
não sei falar,
de amores e skates
de beijos e taras
Nem de tua íris solta
sei falar de agonia
ilusões e cores mortas
de teus trejeitos intactos
de minhas cores amorfas
Sei falar do fogo que me ateou
Dos desejos amorais e belos
Que desperta com teu cheiro
Do rastro molhado que tua língua
deixa em minhas ancas, em meu corpo todo
Falo desta loucura que me invade
Dos gritos soturnos por tua boca candente.
Enquanto desperta, espero teu beijo.
Não sei falar de moda e times
Conceitos e prosas
Sobre tuas gírias parcas
Ou de minhas falas mortas
Sei falar de nostalgia
Aflições e outras troças
De teus sentidos exaustos
De nossas crises hipócritas.
Não sei falar
De sonhos e cores
humores e sortes
Ou de teus sentidos dóceis
Sei falar de rebeldia
Discussões e pouca sorte
De meus apelos incautos
De tuas falas tão torpes
Não devo, ou quero falar
De ética e fórmulas
Negligencia ou teus crimes
Quero só que da boca toda saiam
Lufadas de esplendido prazer
Que chispem tua pele intumescida
Num raio de concupiscência
Que de tuas mãos insurjam apenas
Gestos estreitos e desbocados
Sem nenhuma lógica,
Sem nenhuma métrica
Sem rima, enigma
Sem som, ou apego...
Só sensações, que desdirei
Não sei falar,
Um amor de mentira
Uma vida perfeita
Ou um riso aleivoso
Falo de nossos momentos
Nossas solidões inóspitas
Destes ares putrefatos
De minhas presas expostas
E todo o mais, sobre o que sei falar...calo...
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